Sinto o bruxulear palpitante dominar-me por descuido, o realismo nato pavoneado em romantismo inculto. Faz-me vomitar sobre as páginas pálidas.
E nesse instante, não incluo palavras ruins, adiciono apenas letras de bondade, falo sobre dor nas entrelinhas dessa verdade e as vírgulas servem apenas como protelação ao inadiável. E as primeiras palavras não são introdutórias ou salvadoras, são apenas um aglomerado de pura falta de candura, um conjunto de cavalheirismo e perversão, de pureza, onde Deus nasce, onde Deus morre, onde Deus renasce...
Falarei sobre as flores mortas e vivas, sobre as orelhas arrancadas, sobre os pulsos cortados, sobre os gemidos, sobre a música entoada e antes que o tempo se esvaia, apresento-lhe desenvolvo meu monólogo; a partir de uma palavra, a primeira e ultima de tal relato:
- Amor.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Era naquela casa, onde não havia portas, janelas ou qualquer tipo de entrada, ao menos que ela pudesse encontrar. Era naquele mesmo chão frio, na displicente reentrância entre a cama e o nada. Era por ali, onde a curva do vento relutava, que ela penetrava sem um fim na realidade de mais um péssimo dia. Seus cabelos caíram sobre os olhos inchados, o bocejo era inadiável assim como os braços abrindo-se como se para um abraço... Um abraço no vazio solitário de mais uma canção que já ouvira antes: ouvira no dia anterior e nos que o antecedem.
E no fim, seu corpo caiu solitário para adormecer e acordar no que se passou.
E o que se passou era o mesmo. Os braços dela se esticavam como se procurassem um abraço. E ela se contentava assim... Vivendo o fim inanimado de um não vívido final feliz.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac - o ciclo do relógio persistia. E novamente, girava em tic-tac, por horas, por dia, por anos... As paredes pareciam não terem divisão alguma, as cores desapareceram e não havia mais nada a se fazer, nem mesmo o vento procurava uma chance de curvar-se. Entretanto, ela ainda queria um abraço, mas apenas com lábios foi capaz de apresentar.
Por isso, tratou de mudar. Mas, na verdade, já havia mudado quando decidiu se metamorfosear.
Abriu as janelas, as portas... As palavras escapavam-lhe da sua boca.
E enquanto as lágrimas escorriam, o abraço não tardou em chegar.
E ao lado da sua cama, havia muito mais do que o nada.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Procurei o caminho certo, mas não o encontrei.
Cai. Levantei-me. Conversei com flores mudas.
Inútil. - Me prenderam em uma veste de rei.
ergueram sobre minha cabeça uma coroa e uma espada,
e sobre meus lábios a cor da mentira ofuscada.
Simbolizando a santidade de minha figura dissimulada.
Presas a sua imagem, ícones perfeitos da nobreza:
idelizadas virgens, secretamente fiandeiras,
são aranhas que se enroscam na própria teia.
Ignoram as recordações no bolso da memória,
todo o sentimento que trago no peito
e as terriveis lembraças da minhas real história,
plantam em em mim uma semente de desrespeito.
monstro belo que não se culpa de ser assim.
Torno-me anjo, torno-me desencanta fada.
Torno-me tudo que não serve para mim.
Por isso, tenho vontade de dislacerar minha voz assim:
- Abra os olhos, veja a verdade que se oculta no espelho,
Eu não sou você! Você não precisa de mim!...”
Mas sem uma palavra dizer - Esbarro em mim mesma.
domingo, 23 de agosto de 2009
sábado, 22 de agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
- uma expressão mais relevante do que piadas. Palavras não são apenas sobre uma folha de papel lançadas, mas digitadas com inspiração (ou não), sempre unidas com idéias, poesias, palavras pensadas, pequenos sussurros do coração... São mais do que informação massificada, alienada, distorcida e não recomendada. são as palavras que não querem sair da nossa boca e são transferidas para blogosfera, intuindo ter um pouco de reconhecimento. Em busca desse pequeno conhecimento que criei essa pequena comunidade que logo crescerá.
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=93273233
sábado, 15 de agosto de 2009
TRÊS PONTOS e UMA INTERROGAÇÃO
Em forma de reticências ordenam-se os primeiros.
E o último não compõe o fim, mas uma continuação.
Entretanto, a continuação se interrompe:
- Uma xícara de café, por favor!
– Eram os únicos gostos que eu absorvia.
E todas as palavras que não invento
Incorporam uma imperfeita sintonia.
A primeira sensação: o medo...
Não seria apenas isso que nos consome?
- Espero não estar incomodando, mas deseja mais uma xícara de café?
- Sim, por favor.
(Haikara)





